Estudar música deixa as crianças mais inteligentes?

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Vamos partir de uma pergunta anterior a essa.

Ouvir música clássica na gravidez deixa as crianças mais inteligentes?

O chamado efeito Mozart é um mito popular.

Uma matéria publicada em 1993  por Frances Rauscher levou ao entendimento de que fetos quando expostos a música de Mozart apresentavam maior relaxamento.

No entanto outros estudos conduzidos de formas similares não obtiveram o mesmo resultado. 

Ao contrário, identificaram relaxamento similar ao colocarem os participantes a ouvir outros compositores e até mesmo leituras de livros.

O efeito Mozart pode então ser entendido como uma melhoria temporária em nosso humor quando somos expostos a diversas sonoridades que para nós soa relaxante.

Apesar de a escuta passiva não ter eficácia comprovada cientificamente, a prática musical é comprovadamente entendida como benéfica de várias formas.

Fazer aula de música deixa as crianças mais inteligentes?

Crianças entre 7 e 13 anos que tiveram aulas de música apresentam maior poder de HIN (Hearing in Noise), ouvir em meio ao barulho.

Essa não é uma simples habilidade, distinguir características sonoras como timbre, altura e padrões rítmicos requer foco e concentração. 

Este tipo de habilidade é um grande diferencial para o desenvolvimento em sala de aula por exemplo, onde a criança está dia a dia exposta a ruídos.

Compreender melhor o que o professor está dizendo é certamente um ponto forte que deve ser levado em consideração.

É este desenvolvimento da percepção auditiva um dos motivos que faz com que crianças que estudaram música tenham melhores resultados na escola.

Como as crianças que estudam música ficam mais atentas e aprendem outras matérias melhor?

A prática de ouvir com atenção a detalhes em músicas para poder executá-las refina essa habilidade e aumenta a cada dia a velocidade do processo.


Fonte: Strait, D.L.; Parry-Clark, A., Hittner, E. And Kraus, N (2012) ‘Musical training during early childhood enhances the neural encoding of speech in noise’, Brain & Language, 123, 191-201